Projeto auxilia na preservação e recuperação do bioma Amazônia

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AmazoniaAssessoria de Comunicação da CNA

Hoje, 5 de setembro, é comemorado o Dia da Amazônia. É uma data de grande relevância, considerando que quase metade do território nacional é ocupada pelo Bioma Amazônia, o que o torna o maior entre todos os biomas brasileiros. Estende-se por três das cinco regiões do país: Norte, onde concentra sua maior parte, Nordeste e Centro-Oeste.

O bioma corresponde, legalmente, a mais 60% do território nacional, compreendendo parte dos estados do Mato Grosso e Maranhão e a totalidade dos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá e Tocantins. A extensa e densa vegetação que ele apresenta, abrigando a maior floresta tropical do mundo e outros componentes, cria a situação ideal para que a flora possa se desenvolver. Entre esses componentes, destacam-se as chuvas constantes e a ampla bacia hidrográfica da Amazônia.

Para auxiliar na preservação, proteção, recuperação e uso sustentável do bioma, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio de sua Unidade no Pará (Embrapa Amazônia Oriental), e com o apoio da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e diversas instituições de ensino e pesquisa, iniciaram em 2012, o Projeto Biomas Amazônia.

O projeto é realizado com o plantio de árvores em sistemas produtivos rurais de forma homogênea ou consorciada com culturas anuais, para manter o equilíbrio do bioma Amazônia e, simultaneamente, proporcionar ao produtor rural fontes de renda alternativas. Naquele ano, foram iniciados os debates sobre pesquisas, escolha das áreas, espécies arbóreas a serem plantadas e sistemas propostos. Na mesma época, o projeto foi lançado em Belém (PA), na Embrapa Amazônia Oriental e em Marabá, município da região Sudeste do Pará.

Segundo o engenheiro florestal, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e coordenador regional do Bioma Amazônia, Alexandre Mehl Lunz, “a carência de informações técnicas para melhorias deste cenário crítico motivou o estabelecimento do projeto no Pará”. Ao final de 2014 e início de 2015, foram feitos os primeiros plantios de árvores, cujas ações de monitoramento e tomada de dados têm duração prevista até 2019.

A implantação do projeto ocorreu em duas propriedades rurais: a Fazenda Taboquinha, pertencente ao Grupo Revemar e que compõe a Fundação Zoobotânica de Marabá, como área de referência da vegetação original local, com cerca de 40 hectares utilizados, e a Fazenda Cristalina, às margens da Rodovia Transamazônica no município de São Domingos do Araguaia, como área experimental, onde são conduzidos os plantios avaliados, com cerca de 17 hectares. Lunz ressalta que “ambas as áreas possuem o objetivo de proporcionar condições naturais para a condução de experimentos técnico-científicos que subsidiem o produtor rural quanto às alternativas possíveis para o uso da árvore em sistemas produtivos integrados ou não, bem como à manutenção e manejo dos fragmentos existentes nas propriedades que, atualmente, compõem um grande mosaico”.

Para o Projeto Biomas Amazônia, pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa da Amazônia e mesmo de outras regiões do país propuseram ações de plantio de árvores em sistemas homogêneos ou consorciados com pastagens, culturas anuais (milho, soja, arroz e feijão) e frutíferas. Após investimentos em infraestrutura, contratação de serviços de maquinários e de pessoal de campo, pouco mais de 20 subprojetos de pesquisa foram iniciados, conduzidos por quase 20 instituições, participantes do projeto, e mais de 80 pesquisadores que colaboram direta ou indiretamente.

Desde que o plantio foi iniciado, alguns resultados preliminares já evidenciam o sucesso do investimento. Diversas ações de transferência de tecnologia já foram executadas pela Embrapa e instituições parceiras nas áreas do projeto, contabilizando cinco Dias de Campo e três cursos técnicos que levaram novas perspectivas de uso da terra centenas de pessoas. A duração do projeto é até 2019 e há previsão de continuidade por meio de novos financiamentos e parcerias.

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