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A estimativa é de que Ferrovia Norte-Sul opere daqui a um ano e meio, beneficiando 128 municípios

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A implantação da Ferrovia Norte-Sul no Estado pode retirar até 360 caminhões de circulação no Estado, por safra, afirma o Analista Técnico para Fortalecimento da Agropecuária em Goiás (IFAG), Leonardo Machado. O número pode variar se considerados os diferentes tipos de caminhões, que suportam variadas toneladas. O contrato de concessão para início das obras da Ferrovia Norte-Sul foi assinado no último mês pelo governador Ronaldo Caiado e presidente da República, Jair Bolsonaro.

Segundo Leonardo, cada caminhão bitrem, o mais comum para o transporte, levam 57 toneladas. Um caminhão com apenas um semirreboque suporta, no máximo, 45 toneladas. Já um caminhão simples de dois eixos, carrega até 33 toneladas.

A previsão é de que a estrada de ferro já esteja em operação daqui a um ano e meio, beneficiando diretamente 128 municípios. Estes representam aproximadamente 50% do PIB agropecuário goiano, segundo afirma o Estado.


Com a assinatura da concessão, a esperança é que o efetivo funcionamento da ferrovia diminua o grande gargalo logístico do país, reduzindo o Custo Brasil. O gerente de In-fraestrutura e Logística Rural da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Alexandre Câmara Bernardes, explica que este é um dos entraves para o agronegócio, a mola propulsora da economia.

"Como técnico e produtor, torço para que todo esse processo de logística aumente a competitividade e, consequentemente, a rentabilidade. O principal objetivo de qualquer ente no agronegócio é a ampliação da renda do setor produtivo, porque somos tomadores de preço", explica.

Representante da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), o consultor técnico Cristiano Palavro conta que a situação tem sido acompanhada de perto pelo segmento e que, agora, a expectativa é positiva. "Esperamos que possa refletir em melhores margens para os produtores e empresas que atuam em Goiás", afirma ele.

Benefício direto

Estudo da Gerência de Inteligência de Mercado da Sea-pa, que investigou o impacto da ferrovia em um raio de 50 quilômetros, mostra que na pecuária mais de 76% da produção de suínos do Estado se encontram neste raio, assim como 53% das aves e 45% dos bovinos. Diretamente, 128 municípios serão beneficiados, os quais contribuem com aproximadamente 50% do PIB agropecuário goiano.

Dependência da malha rodoviária

Um assunto que tem sido constantemente trazido à tona pelos produtores, criadores e líderes classistas: a dependência quase que exclusivamente pela malha rodoviária é um gargalo que precisa ser superado para alavancar a produtividade da agropecuária no Estado.

"Pegue a situação das nossas rodovias. Elas são decadentes, por mais que o governador trabalhe para mantê-las em bom estado, o que acaba por não permitir o escoamento conforme a nossa necessidade. O tráfego intenso de caminhões prejudica a qualidade do asfalto", criticou Salvador Farina, que diariamente lida com as dificuldades do transporte de carne.

Neste sentido, um dos benefícios que o diretor comercial da empresa Rumo Logística, Pedro Palma, destaca é o fato de o produto percorrer um trajeto, como o de Rondônia ao Porto de Santos, sofrendo perdas mínimas. "A carne sai refrigerada a uma temperatura de -25°C e chega ao destino a -20°C. A legislação determina -12°C. É muito mais segurança e qualidade", apontou.

Segundo ele, a construção da Ferrovia deve melhorar a qualidade do ar, condições das estradas e diminuir o cansaço dos motoristas, que passarão a fazer viagens mais curtas ao longo do dia. "Os caminhoneiros vão poder repousar em suas próprias casas, sem passar 10, 15 a 20 dias na estrada, dormindo em postos. É uma realidade que não deveria existir", conclui.

Fonte: O Hoje

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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