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Dando um couro na crise

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couroPoderia ser mais uma daquelas famosas histórias de vida em que a maternidade precoce interrompe os sonhos de uma jovem. Mas não foi o caso de Marla Lorraine, 23 anos, moradora da cidade de Ipameri, região sudeste de Goiás. Filha única da lavourista Valdeci Borges, 44, Marla se via estimulada a vencer na vida por meio do exemplo da mãe. Aos 7 anos, viu Valdeci casar-se com o trabalhador rural Valdivino Oliveira. Para a jovem, Valdivino é mais que um padrasto. O homem é visto como pai e grande estimulador de seus sonhos.

No auge da adolescência, Marla se viu diante de uma gravidez precoce, aos 15 anos. Em 2009, interrompeu os estudos para se dedicar à filha recém-nascida. Quatro anos depois, retomou os estudos e graças ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), concluiu o ensino médio. Ela também conseguiu uma bolsa de estudos no Centro de Ensino Superior de Catalão (Cesuc). “Iniciei minha vida acadêmica no curso de Administração, porém, como sempre fui apaixonada pelo meio rural, transferi para o curso de Direito, no intuito de me especializar em Direito Agrário”, diz.

A estudante nem imaginava que sua vida ganharia outro estímulo graças à Exposição Agropecuária de Ipameri, em julho de 2016, e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás). “Conheci os instrutores do Senar, Luiz e Antônio, que me apresentaram a faquinha giratória, instrumento utilizado para o bordado em couro. Comprei-a sem saber desenhar”, conta ela, que começou a treinar o trançado e o curtimento de couro com o auxílio dos instrutores.

Com o namorado, Marla começou a fabricar e vender peças a partir do couro pela internet e feiras. “Minha família me incentivou para atuar no ramo do couro com a aquisição de equipamentos e na divulgação e comercialização desse trabalho”, explica. A página oficial da empresa de Marla está nas redes sociais com o nome “Selaria O Sertanejo”. Basta curtir e desfrutar dos produtos artesanais tais como cinto, capa de celular, bainha, traias em geral, sela, cases, entre outros.

couro 2Reconhecimento
Com produtos personalizados e de qualidade, as vendas foram sucesso na internet. Com a renda que acumula junto ao estágio no Fórum da cidade, Marla já faz planos para a expansão do negócio. “É gratificante ver o reconhecimento do povo diante do meu trabalho. Pretendo, em breve, abrir uma selaria e expandir meu mix de produtos a serem comercializados”, finaliza. Marla continua aprimorando seus conhecimentos por meio de cursos oferecidos pelo Senar. Muito além do ganho financeiro, ela enfatiza que descobriu uma paixão: a arte em couro.

Treinamento

Luiz Rodrigues, 63, instrutor de artesanato em couro, diz que o treinamento aproveita a matéria prima local para resgatar uma atividade cultural bastante antiga - que estava caindo no esquecimento - e aumentar a renda do produtor. “Para os interessados, eles só precisam de habilidade e boa vontade para aprender”, diz. Ele ressalta, ainda, que o curso é gratuito e dura cinco dias.

Para fazer o treinamento e outros cursos do Senar Goiás, em Ipameri entre em contato com o Sindicato Rural
Contato: (64) 3491-1215

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