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Sustentabilidade da cadeia leiteira em debate na capital goiana

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img 20171005 wa0021Debater caminhos e soluções para incentivar e manter a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite no estado de Goiás e mostrar a importância do consumo de lácteos pela população. Estes são objetivos do 2º Encontro Estadual dos Empreendedores do Leite, que ocorre nesta quinta-feira, 5 de outubro, no Centro de Convenções da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), em Goiânia (GO). Diversos especialistas do setor discutem temas como mercado e consumo de lácteos, benefícios e reputação do leite, entre outros. Realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), o encontro reúne mais de 2,5 mil pessoas, principalmente produtores, técnicos, profissionais do setor e estudantes.

A atividade leiteira é responsável pela geração de mais de 220 mil empregos diretos e indiretos em Goiás e está presente nos 246 municípios goianos. Segundo o presidente do Sistema Faeg Senar, José Mário Schreiner, é a principal cadeia produtiva do estado e do Brasil. “Por isso é importante realizar eventos como este, que aproximam os diferentes participantes desta cadeia, como produtores, indústrias, varejo. É necessária essa união de quem atua no segmento para buscar as melhorias para a atividade leiteira no nosso estado”, ressalta.

José Mário reforça que hoje são vários os problemas que afetam quem trabalha como a pecuária leiteira goiana. E esses obstáculos contribuíram, por exemplo, para a retração de 16% no mercado leiteiro em 2016. Entre as dificuldades do setor está a falta de energia elétrica, que tem causado prejuízos, especialmente aos produtores rurais. “Não pode dar uma chuvinha, que já ocorre a queda de energia nas propriedades rurais. É uma coisa impressionante, que acontece nos quatro cantos do nosso estado. E quem sofre é o produtor, principalmente o pequeno, que não tem condições de manter o produto nas condições ideais de armazenamento”, relata.

Outro problema citado pelo presidente do Sistema Faeg Senar são os impostos inseridos na cadeia leiteira. De acordo com ele, do valor final do leite de ‘caixinha’, 36% equivalem a impostos, e essa carga tributária não facilita, incentiva ou protege nenhum um pouco a atividade leiteira. “Enquanto isso, os países desenvolvidos como Estados Unidos, União Europeia, Japão e Nova Zelândia protegem a produção. Eles tarifam as importações de leite em até 80%, exatamente para criar estímulos ao produtor rural para que ele possa continuar produzindo e abastecendo o mercado”, afirma.img 20171005 wa0019

Mas como buscar soluções para o setor? Segundo José Mário, a assistência técnica e gerencial é um caminho para estimular o desenvolvimento da pecuária leiteira do estado. O Sistema Faeg Senar, por exemplo, realiza o programa Senar Mais, e leva assistência a vários produtores rurais goianos em sete cadeias diferentes – pecuária de leite, pecuária de corte, apicultura, fruticultura, horticultura, ovinocaprinocultura e piscicultura. “Nós da Faeg e do Senar Goiás estamos incentivando e proporcionando assistência no campo, por entendermos que é uma forma de proporcionar o desenvolvimento socioeconômico de quem atua nos diferentes segmentos, em especial na pecuária leiteira”, afirma.

O presidente do Sistema Faeg Senar enfatiza que diversos produtores que estão participando do encontro são assistidos pelo Senar Mais. “São pessoas que entendem a importância dessa assistência técnica e gerencial para melhorar gestão, produção e produtividade, além de servir de estímulo para crescer na atividade”.

Para o diretor técnico do Sebrae Goiás, Wanderson Portugal, o Sistema Faeg Senar tem exercido importante papel de defender o produtor rural que atua na pecuária leiteira e que hoje enfrenta as diversas dificuldades já apontadas por José Mário Schreiner. Para ele, além desse amparo da Faeg e do Senar, o produtor deve sempre se aperfeiçoar constantemente e buscar conhecimento no campo. Já os técnicos e profissionais da área buscar a capacitação e o conhecimento sobre tecnologias para levar para o produtor rural. “O objetivo desse nosso encontro é para que a gente possa, além de adquirir conhecimento, estimular a busca por melhorias para o setor. E essa troca que o evento permite é fundamental para alcançar essa meta”, enfatiza.

Serviço

2º Encontro Estadual dos Empreendedores do Leite

Data:

5 de outubro – Centro de Convenções da PUC – Campus II – Jardim Mariliza – Goiânia (GO)

Horário: 7h30 às 16 horas

Texto: Fernando Dantas

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