Inflação registra alta de 0,64% superando as expectativas do Banco Central

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Divulgado hoje pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado para medir a inflação, registrou alta de 0,64% em setembro, o resultado é o maior para o mês desde 2003. No ano, o indicador acumula alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, acima dos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O Banco Central, que estimava algo em torno de 0,4% para a inflação do mês, foi surpreendido com a alta de 0,64% divulgado hoje. Desde o choque provocado pela alta dos preços das proteínas animais no final de 2019, a inflação não apresentava uma variação tão fora do esperado como essa. Entretanto, as autoridades do Banco Central, afirmaram que não esperam que a alta dos preços neste momento, afete a inflação esperada para 2021.

Dentre os nove grupos que compõe a cesta de bens do índice, apenas dois tiveram variação negativa. A maior contribuição para a inflação de setembro veio do grupo de Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 2,28%. Os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 2,89%, influenciados principalmente pela elevação nos preços do óleo de soja (27,54%) e do arroz (17,98%). Destacam-se, ainda, as variações do tomate (11,72%), leite longa vida (6,01%) e as carnes (4,53%). Por outro lado, verificou-se recuo nos preços da cebola (-11,80%), batata-inglesa (-6,30%), alho (-4,54%) e frutas (-1,59%).

Fonte: Ifag

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