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“Nossa meta é chegar aos 1.000 litros por dia”, dizem produtores

Murillo Soares
“Nosso início foi uma aventura”, contou Sandra Olivia Marques, proprietária da Fazenda Córrego da Ponte, de Santa Helena de Goiás. Ela e o marido, Carlos Martins Sobrinho, começaram sua produção de leite toda manual, sem assistência técnica, chegando a tirar até 250 litros por dia, manualmente. “Minhas mãos adormeciam”, lembrou ela. Hoje, no clímax dessa aventura, o roteiro é outro: são de 400 a 450 litros/dia, em um sistema automatizado. “Ainda temos altos e baixos, mas estamos firmes com a nossa meta: chegar aos 1.000 litros por dia”, disse.

O resultado dessa história - que, segundo Carlos e Sandra, não terá desfecho tão cedo - foi mostrado no 12º Dia de Campo Goiás Mais Leite, uma realização da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) e do Sindicato Rural (SR) de Santa Helena de Goiás. Também apoiaram o evento: COMIGO, Syngenta, Arenales, Vallée, Belgo, Premix e Prefeitura de Santa Helena de Goiás. O casal é um dos mais antigos inscritos no programa e recebem assistência em sua propriedade desde 2011. Ao longo desses cinco anos, de acordo com o consultor técnico do Senar Goiás, Carlos Eduardo Freitas, a fazenda passou por muitas mudanças para chegar aos resultados que tem hoje.

“Histórias como esta, de transformação na vida das pessoas, nos motivam a continuar nosso trabalho”, sublinhou o presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner. “É como diz aquele ditado: ‘se quiser alimentar alguém por um dia, dê um peixe; se quer alimentar para toda a vida, ensine a pescar’. Aqui, nós ensinamos a pescar”, bradou. Segundo ele, hoje cerca de 85% dos produtores rurais não têm assistência técnica, sobretudo os de pequeno e médio porte. É aí que o Senar Goiás entra para mudar essa realidade e ajudar a nivelar a qualidade das produções de todo o estado.

Adequações e investimento
Fernando Couto, coordenador do programa Goiás Mais Leite, afirmou que as mudanças feitas na propriedade foram muitas, começando pela pastagem do gado, ou, como o proprietário da fazenda brinca, “a boia do animal”. “Houve uma adequação para as épocas de seca e melhoria na pastagem para verão e inverno”, explicou. Carlos Eduardo complementou, salientando que houve, ainda, implantação de pastagem rotacionada e, agora, irrigada. “Eles têm cinco hectares com irrigação, hoje”, disse. Também tiveram que fazer ajustes no rebanho. Segundo Fernando, foram substituídos todos os animais improdutivos. Além disso, aumentou-se o rebanho, mas sem comprar nenhum gado. “Estamos fazendo gado de genética”, reforçou Sandra.

Carlos Martins Sobrinho também investiu em outro ponto importante: tecnologia, que, segundo ele, “está aí para todo mundo e deve ser usada”. E, falando em investimento, ele sublinha que esta é a única renda do casal. Ou seja, todo o dinheiro que foi usado em pastagens, alimentação, irrigação e as outras mudanças feitas na propriedade saiu da própria produção. “Não ligamos para luxo, ligamos para o aumento dos nossos resultados”, disse Sandra. Ela faz questão de mostrar a perseverança e o foco do casal, resumindo seu futuro de maneira simples: “conheci uma produtora que tem 72 anos e ainda tira leite. Nós vamos ultrapassar essa idade e continuar tirando leite, aumentando nossa produtividade e qualidade”.

Assistência técnica
De acordo com José Mário Schreiner, o Goiás Mais Leite está no DNA do Sistema Faeg/Senar justamente por levar ajuda técnica ao produtor rural. “Quando era mais jovem, em Santa Catarina, um técnico ajudou meu pai a melhorar sua produção. Isso me marcou muito. Desde então, soube que queria ajudar outras pessoas a fazer o mesmo”, contou. “Olhem só o que aconteceu aqui, nesta propriedade”, disse aos presentes. “Se falarmos que há uma fazenda em Santa Helena de Goiás nos moldes que temos aqui, muita gente achará que estamos de conversa fiada”, brincou. Tudo isso é resultado de uma boa assistência técnica.

Por isso, continuou ele, o Senar aposta tanto em seus cursos - e ampliará seus programas de assistência. “A Faeg e o Senar são entidades plurais. Seremos ainda mais ousados e investiremos em programas para sete cadeias produtivas”, sublinhou. “Em uma pequena propriedade pode sempre haver um grande produtor”, bradou. Se o Agro é a âncora da economia, lembrou Schreiner, é este setor que nos ajudará a crescer e recuperar credibilidade.

Sem investimento, no entanto, o crescimento fica limitado. “Os governos não dão o devido apoio aos produtores”, disse José Mário. “Os veterinários, zootecnistas e agrônomos são os primeiros cortados no arrocho econômico. E são estes que auxiliam o homem do campo a obter seu êxito”, alegou. Segundo ele, com o sucesso do trabalhador rural e seu consequente aumento de renda, o produtor começa a gastar mais no comércio local, girando a economia local e aumentando a receita do município. “É um ganho mútuo. Um investimento que traz retorno”, afirmou.

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