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ONG participa de oficinas de agricultura urbana oferecidas pelo Senar-GO e transforma cidade

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Cultivo de hortas comunitárias em terrenos esquecidos e em colégios melhora a merenda, leva comida saudável a mais gente e oferece um contraponto à correría dos dias no ambiente urbano

Aquele tempo mais calmo, mais manso e despreocupado, em que tudo tem seu momento de brotar, de crescer, de morrer. Fora das tecnologias modernas, sem ligar para resultados financeiros, sem se importar em não ter toda a comodidade do mundo, a lida com a terra tem muito a ensinar, sobretudo para quem vive ininterruptamente imerso no ambiente urbano, com suas correrías cotidianas, seus horários implacáveis, suas cobranças diárias. Cultivar uma horta, portanto, é algo bastante estranho num cenário de cimento, asfalto, buzinas, barulhos alucinantes e estresse.

Este foi um dos motivos para que Jordana Mendonça, 30 anos, e as amigas Melina Repez-za, Rayana Almeida e Bárbara Lopes buscassem uma alternativa a essa lógica, além de ocuparem espaços ociosos que poderiam ser aproveitados, melhorando a alimentação de muitas pessoas. Criar hortas contribuiría para todas essas questões e no lugar de um matagal surgiu o cultivo que auxiliaria na merenda escolar do colégio escolhido. "Essa ideia surgiu em 2016. Queríamos contribuir para ocupar espaços da cidade com agricultura urbana consistente", conta Jordana.


Nesses três anos, o Instituto Ecomamor desenvolveu várias iniciativas nesse sentido. "Nós levamos essas hortas a praças, centros de educação e saúde. Daí também vem o nome, Ecomamor, que integra as palavras ecologia, comunidade e amor", ressalta Jordana. A atuação da ONG foi amadurecendo aos poucos, com as coordenadoras procurando focos específicos para deixar o trabalho mais eficiente. No final de 2018, lançaram uma chamada pública, abrindo a oportunidade para que instituições de ensino pudessem receber uma horta em seu terreno.


"Fizemos em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Cane-do. Selecionamos algumas delas e plantamos hortas, dando formação continuada para que as pessoas conseguissem cuidar de tudo corretamente ", explica a fundadora. Para o ano que vem, o projeto passará por novas modificações. "Vamos abrir um edital, apenas para Goiânia, para atender 40 escolas da rede municipal da capital. Percebemos que precisamos ser ainda mais centradas nesse atendimento para que a parceria com a Prefeitura funcione melhor. Por isso, agora vamos atuar apenas em Goiânia", justifica.


Uma atuação que se baseia em quatro frentes principais. "Falamos da educação, do meio ambiente, da comunidade e da alimentação em si. Participamos de cursos de qualificação, como o de compostagem, para que o trabalho seja o melhor possível. Qualificamos equipes para que tenham autonomia nos cuidados das hortas, fazendo com que as pessoas possuam, de fato, aquele espaço para elas mesmas, para a comunidade em que vivem", salienta Jordana. Isso se vê na importância que é dada, por exemplo, na participação de professores e alunos das unidades de ensino do projeto.


Diretor do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Dr. Antônio Raimundo Gomes da Frota, Werciley Gonçalves da Silva foi um dos gestores que abraçaram a ideia. Na unidade de ensino integral localizada na Cidade Jardim, ele reservou parte dos fundos do terreno, que não tinha utilização, para implantar a horta. "Serve como uma educação para fora da sala de aula. Criamos a cultura de respeito pelo meio ambiente, de entendimento de onde vem nosso alimento. São crianças mais conscientes, que não vão estragar as plantas, não vão jogar lixo no chão."


Um processo educacional que não se restringe aos alunos, mas que pode se expandir para toda a família. "Gostaria que os pais viessem mais ", admite o diretor. "Mas estamos fazendo esforços nesse sentido e o trabalho com as hortas é um caminho possível. * Mexer com a terra, ter esse contato direto com o ato de plantar e colher também serve para os estudantes aproveitarem melhor o tempo no Ce-pi. "Estamos falando de educação integral. Os meninos ficam aqui das 7h às 17h. Precisam ter atividades interessantes para fazer" , defende W erciley.


O trabalho com a horta virou disciplina eletiva no currículo do centro educacional. A produção está ainda no início e é necessário cuidado com pragas e outras ameaças às plantas, mas toda a produção, pequena ou maior, tem destino certo: a cozinha ali ao lado, onde a merenda dos alunos é preparada. "Para que qualquer coisa funcione, é preciso que haja adesão dos envolvidos", afirma o diretor, que aponta professores e funcionários como agentes essenciais nesse processo. Parceria, aliás, é palavra-chave para compreender tais projetos.

A ONG participa de oficinas oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ligado à Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), que ensina interessados a lidar com hortas. O grupo conta com o apoio da 15 a Promotoria do Meio Ambiente, do Ministério Público de Goiás, que ajuda a financiar as ações, como compra e distribuição de sementes e ferramentas. "A cidade ganha muito com isso", ressalta Jordana Mendonça. "Vivemos um ritmo muito frenético, atropelando a natureza. Essa forma de reconexão é fundamental para a saúde de todos nós."

Texto: O Popular

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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