Produção de leite aumenta 85% em propriedade assistida pelo Senar Goiás

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Antes de ser beneficiado com o programa ATeG, produtor chegou a pensar em vender o rebanho e desistir da atividade

É em uma propriedade de 74 hectares, a 22 quilômetros de Anápolis, que Wilson Braz da Costa produz leite há cinco anos. Nesse período, passou por altos e baixos, tomando até a decisão de desistir da atividade. Há um ano e meio, chegou até a pensar em vender o rebanho e encerrar os contratos. Isso porque os gastos estavam maiores que os lucros na produção – que girava em torno de 4,2 mil litros de leite por mês.

Mas o que parecia não ter uma saída viável, ganhou um novo horizonte com o Senar Goiás. “Eu recebi a visita de um técnico de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Goiás (ATeG). Ele avaliou minhas instalações, estrutura, genética do rebanho, área de utilização para a atividade, localização, acesso e viu na minha propriedade um grande potencial, elaborando assim um projeto de reestruturação da atividade”, conta o pecuarista.

Wilson foi orientado a alterar a estrutura do rebanho fazendo uma melhoria na recria, redução no intervalo de parto, manejo de pastagem, entre outras adequações. Com essas medidas, o resultado foi rápido. “Eu fiz um investimento baixíssimo. Vendi o excesso de animais da categoria recria e comprei outros para a lactação. Fiz um remanejamento de capital, baixando o custo da recria e aumentando a receita. A ATeG do Senar Goiás mudou minha realidade, motivando a continuar, e agora, após 10 meses de acompanhamento, já alcancei a produção de 9,2 mil litros de leite por mês, com o mesmo rebanho. A assistência é fundamental para que o produtor de leite não fique limitado e sim capacitado para desenvolver seus negócios”, informa.

O técnico de campo do Senar Goiás, André Milhardes, responsável pela assistência na propriedade do Wilson, está muito satisfeito com os resultados. Nos 10 meses de acompanhamento, a produção aumentou, aproximadamente, 85%, passando de 166 litros de leite por dia para 307 litros por dia. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi reduzido em 12.31%, o que representa um crescimento da Margem Bruta da Atividade (MB) de 34.33%. “É gratificante, pois o técnico de campo vive junto com o produtor o sonho de melhorar a atividade, a qualidade de vida e ter mais rentabilidade. Saber que conseguimos atingir o objetivo é uma grande realização. Mesmo em tempos de pandemia, nós continuamos a assistência de forma remota para ajudar nos desafios diários. O agro não parou e nós da ATeG também não podemos deixar de estar atuantes na propriedade e na vida do produtor rural”, afirma. Para informações sobre o programa acesse: https://sistemafaeg.com.br/senar/programas-e-servicos/senar-mais.

Fotos: Arquivo pessoal

Comunicação Sistema Faeg/Senar


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